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Júlia Lopes de Almeida
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Lendo o belo folhetim...
Júlia Lopes de Almeida
Lendo o belo folhetim de Coelho Neto, na Notícia de 28 de janeiro passado sobre a individualidade complexa de Paulo Barreto, lembrei-me de uma conversa de poucos minutos, na qual, em termos muito menos brilhantes, mas igualmente sinceros, eu disse...
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Não, enquanto a nossa Biblioteca Nacional...
Júlia Lopes de Almeida
Não, enquanto a nossa Biblioteca Nacional se encolhia envergonhada e triste naquele sombrio casarão da rua do Passeio, nunca me apeteceu ir ver as suas coleções de gravuras, de mapas, de livros iluminados, de numismática, etc., e quando uma...
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Chegar-se ao Rio de Janeiro...
Júlia Lopes de Almeida
Chegar-se ao Rio de Janeiro vindo-se de Petrópolis, em uma tarde abrasadora como a da última sexta-feira, é como que cair do paraíso no inferno. Nunca as ruas da cidade nova me pareceram mais antipáticas. As próprias palmeiras do mangue tinham...
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Nada de palavras: fatos
Júlia Lopes de Almeida
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Há dias em que parece...
Júlia Lopes de Almeida
Há dias em que parece entrar-nos em casa um diabrete invisível para se divertir à nossa custa, escondendo-nos as chaves das gavetas que exatamente precisamos abrir; mudando a posição dos livros nas estantes quando deles mais carecemos para uma...
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Caminhar pelas ruas de Santa Teresa...
Júlia Lopes de Almeida
Caminhar pelas ruas de Santa Teresa num dia de verão às horas de sol quente é uma história que só pode saber bem a monges carecidos dos agridoces flagícios da penitência. Quem não tenha grandes ambições de bem-estar na vida eterna será de...
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A entrada do Rio de Janeiro por terra...
Júlia Lopes de Almeida
A entrada do Rio de Janeiro por terra, isto é, para quem vem pela Central, é de uma fealdade verdadeiramente inqualificável! Aquelas casinholas dos subúrbios, desproporcionadas no feitio e de cores variegadas e vistosas, gaiolas de grilos...
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Em um destes últimos dias...
Júlia Lopes de Almeida
Em um destes últimos dias tomou lugar em um bonde da companhia Vila Isabel uma pobre senhora sexagenária, de modo tímido e trajes modestíssimos. Não conhecendo bem o bairro para onde se dirigia, pediu ao condutor que a instruísse e guiasse de...
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Uma festa literária
Júlia Lopes de Almeida
Foi pena que as quarenta poltronas da Academia Brasileira de Letras não estivessem quase todas ocupadas na bela noite da recepção de Paulo Barreto... Digo quase, porque ninguém ignora que algumas dessas cadeiras pertencem a escritores que vivem...
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Quando às 6h30 da manhã...
Júlia Lopes de Almeida
Quando às 6h30 da manhã de sábado abri a janela do meu quarto, já o sol beijava a terra com ardor de namorado e na mangueira próxima uma cigarra estrídula anunciava o calor. Interroguei o espaço com um olhar de susto. Que seria de mim, nesse...
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